Infograma

São 18h00 de uma sexta-feira. A sala de espera está cheia e, no consultório, tem à sua frente um dono visivelmente frustrado, que eleva o tom de voz e questiona o orçamento do tratamento de que o seu animal precisa urgentemente. Ninguém lho disse explicitamente, mas naquele momento, a resolução do caso não depende de um estetoscópio; depende inteiramente da sua capacidade de comunicação!
Durante a formação académica, o foco reside quase exclusivamente no domínio biomédico e técnico, deixando uma lacuna crítica no desenvolvimento de competências de comunicação clínica e de gestão de conflitos. Consequentemente, para muitos profissionais, lidar com donos difíceis, comunicar más notícias ou gerir queixas é vivido como uma experiência stressante, geradora de ansiedade e, por vezes, “traumática”, ocorrendo diariamente sem a devida preparação.
Este curso foi desenhado para alterar essa narrativa, apoiando médicos veterinários e equipas a transformarem “batalhas de mensagens” em conversas de aprendizagem colaborativas.
Objetivo Geral
Capacitar os profissionais para assumirem a comunicação como uma competência clínica central, tão vital quanto um exame físico ou a capacidade de diagnóstico. O objetivo final é claro: desarmar conflitos, melhorar a adesão aos tratamentos, prevenir queixas e proteger a saúde mental da equipa.
Metodologia: Aprendizagem Experiencial e Prática Reflexiva
Fugindo às palestras teóricas passivas que pouco alteram o comportamento, este curso adota uma abordagem baseada na evidência (utilizando referenciais como o modelo Calgary-Cambridge e as “Três Conversas”) e no treino experiencial:
- Desconstrução do Conflito: Os participantes aprenderão a reconhecer a anatomia de uma conversa difícil, separando a intenção do dono do impacto causado, e gerindo as três conversas que ocorrem em simultâneo num conflito (O que aconteceu, Os Sentimentos e A Identidade).
- Contexto e Simulação: A metodologia reconhece que a comunicação é um desporto de contacto. Através de ferramentas como role-play, análise de casos reais e feedback estruturado, os formandos poderão praticar e refinar as suas competências num ambiente seguro.
Por que investir neste curso?
A literatura e a prática demonstram que investir em comunicação não é um “extra” ou uma questão de simpatia, mas sim uma necessidade clínica para a sustentabilidade da profissão:
- Prevenção de Queixas e Insatisfação: Cerca de 50% a 82% das queixas aos órgãos reguladores não derivam de falhas médicas, mas sim de problemas de comunicação (o cliente sentiu-se desrespeitado, mal informado ou ignorado).
- Qualidade Clínica e Adesão: Consultas centradas na relação e na parceria aumentam substancialmente a adesão (compliance) dos clientes aos tratamentos (como cirurgias e profilaxia), traduzindo-se em melhores resultados para a saúde dos pacientes.
- Sustentabilidade e Bem-Estar: O desgaste de lidar diariamente com interações tensas é uma das principais causas de exaustão na profissão. Profissionais que dominam a comunicação relatam níveis mais elevados de satisfação no trabalho, sentem-se mais confiantes e reduzem o risco de fadiga emocional e burnout.
A Nossa Filosofia (Analogia)
Lidar com um cliente conflituoso sem formação em comunicação é como tentar realizar uma cirurgia complexa apenas com o conhecimento teórico dos livros: pode-se conhecer a fisiologia da doença, mas sem o domínio do bisturi, o uso das ferramentas certas e a técnica de sutura adequada, o sucesso do paciente e a confiança do cliente ficam irremediavelmente em risco.
Assuma o controlo das suas consultas. Transforme a sua prática.

